
Olá! Esta palavra foi compartilhada no culto do domingo 11 de novembro no Culto Dominical aqui na Paróquia São Mateus. Quero partilhá-la com você também. P. Rolf Rieck
A ressurreição e a vida nova
Antepenúltimo Domingo do Ano Eclesiástico –
Lc 20.27-38
27 Chegando alguns dos saduceus, homens que dizem não haver ressurreição,
28 perguntaram-lhe: Mestre, Moisés nos deixou escrito que, se morrer o irmão de alguém, sendo aquele casado e não deixando filhos, seu irmão deve casar com a viúva e suscitar descendência ao falecido.
29 Ora, havia sete irmãos: o primeiro casou e morreu sem filhos;
30 o segundo e o terceiro também desposaram a viúva;
31 igualmente os sete não tiveram filhos e morreram.
32 Por fim, morreu também a mulher.
33 Esta mulher, pois, no dia da ressurreição, de qual deles será esposa? Porque os sete a desposaram.
34 Então, lhes acrescentou Jesus: Os filhos deste mundo casam-se e dão-se em casamento;
35 mas os que são havidos por dignos de alcançar a era vindoura e a ressurreição dentre os mortos não casam, nem se dão em casamento.
36 Pois não podem mais morrer, porque são iguais aos anjos e são filhos de Deus, sendo filhos da ressurreição.
37 E que os mortos hão de ressuscitar, Moisés o indicou no trecho referente à sarça, quando chama ao Senhor o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó.
38 Ora, Deus não é Deus de mortos, e sim de vivos; porque para ele todos vivem.
Duas ênfases podem ser observadas no texto bíblico lido:
- A maneira de entender a ressurreição.
- Como pessoas incrédulas articulam suas desculpas.
Vamos obser mais de perto a primeira ênfase: como deve ser entendida a questão da ressurreição. É trazido a Jesus um exemplo concreto de acontecimento factível: o casamento de uma viúva com vários cunhados para a preservação da família. Este assunto faz parte da lei mosaica. No entanto, quando esta lei foi colocada para o povo (Deuteronômio 25.5-6), certamente não se estava dando um ensino a respeito da ressurreição, e sim, da preservação da família.
Com uma argumentação fora de contexto os saduceus queriam provar a Jesus a inexistência da ressurreição. Argumentos baseados em explicações meramente humanas nunca servirão para defender ou mesmo questionar milagres e sinais que somente Deus pode realizar.
Foi assim que heréges defenderam a idéia de que somente quem não casasse tinha o direito da ressurreição. Em muitos meios esta pensamento anti-bíblico perdura até aos dias de hoje. E é assim que as “falsas verdades” vão sendo estabalecidas: enquanto os opositores de Jesus usam argumentos “deste mundo”, Jesus se utiliza das verdades da “era vindoura”.
"Deus não é Deus de mortos e sim de vivos!" Com esta verdade Jesus desclassifica a argumentação de opositores. Isto equivale a dizer: somente quem crê e obedece a Deus têm as condições de compreender os valores sobrenaturais contidos na fé cristã – como a ressurreição. Perguntar-se pela ressurreição e pela eternidade não faz nenhum sentido para quem ainda não se perguntou por Deus em sua vida pessoal!
Pessoas incrédulas encontram motivos tolos para fundamentar sua descrença. Temos nós também motivos qe nos afastam de Deus, das pessoas e do Evangelho?
Assim encontramos a segunda ênfase deste texto: Como pessoas incrédulas articulam suas desculpas. Os fariseus, outro grupo de opositores de Jesus, já tinham tentado derrubar o Mestre com argumentos espertos: a pergunta sobre o pagamento de impostos (Lc 20.20-26).
Os saduceus esperaram ter maior sucesso com outra pergunta esperta, com outra cilada contra Jesus. Sim, quem sabe sua pergunta fosse melhor elaborada e deixaria Jesus inseguro quanto a uma reposta satisfatória. Aparentemente, até então, os saduceus não tinham investido contra Jesus com tal tipo de artifício. Apenas eram contrários à doutrina da ressurreição. Mas agora, embalados pela iniciativa farisaica, tentam também. Muitas vezes pessoas simplesmente vão no embalo de opiniões de outras, nem fazer uma análise daquilo que é verdade, daquilo que é fundamentado na palavra de Deus, ou não.
Em sua resposta, Jesus faz uma clara distinção entre os valores religiosos/culturais e a vontade eterna do Pai, compreendida a partir da fé. A falta de fé comprometida, aquela que se compromete em palavras e ações evangélicas, endurece o coração e o leva a ridicularizar a vontade de Deus. A tática das pessoas contrárias às propostas de vida nova de Jesus é a de ridicularizar e tentar derrubar a verdade com espertezas.
Entender a ressurreição somente é possível sob a ótica da vida nova em Jesus. Ressurreição, portanto, não é notícia para consumo de zombadores. Ressurreição (e não a reeencarnação tão difundida neste País espírita – Hebreus 9.27) é assunto de pessoas salvas pala graça de Jesus e que se reconhecem nesta situação.
As pessoas que não conseguem viver sob a perspectiva da ressurreição, precisam eternizar sua passagem pelo mundo. Fazem de tudo para se fazerem notar. Muitas vezes não importa se sua relevância se dá com coisas boas ou más. Como diz o ditado: “Não importa se falam bem ou se falam mal, desde que falem de mim”. Quem não crê na ressurreição se faz notar com sinais materialistas...
... a destruição da natureza.
... o acúmulo de riquezas.
... a exploração dos semelhantes.
... vivendo a partir da emoção e do prazer.
... endivida-se.
... não ter compromissos evangélico/missionários.
... olha apenas para os "outros mundos" e não ter compromisso com o daqui.
Jesus, o autor da vida nova, chama você para CRER e DEPENDER do seu amor. Chama para colocar sinais concretos da vida eterna onde você está. Isto é viver desde já a ressurreição.
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