sexta-feira, 17 de agosto de 2007

Semeadura e Colheita


Nesta noite compartilhamos a seguinte mensagem no Culto de Oração. (P. Rolf Rieck)


O QUE SE SEMEIA, ISTO SE COLHE!

Leia Oséias 8.7-14


A afirmação é antiga e ninguém discute a veracidade desta afirmação.

Esta palavra tem sido explorada à exaustão:

Quem cultiva o mal e semai maldade, isso também colherá. Jó 4.8

Quem semeia a injustiça, colhe a maldade. Pv 22.8a

...aquilo que o homem semear, isso também colherá. Gl 6.7

A sabedoria chinesa também se pronuncia sobre o assunto: O plantio é opcional mas a colheita é obrigatória. Por isso, cuidado com o que planta.

Em um culto voltado para a ORAÇÃO também plantamos. E neste momento de reflexão, o que poderemos colher a partir desta palavra do profeta? Oséias, como todo profeta do Senhor, faz denúncia de situações que desagradam a justiça de Deus. O profeta é muito duro em suas palavras. Não fala de si e nem por si; fala da boca de Deus. Ele aponta para o povo de Deus que a colheita sempre corresponderá àquilo que foi semeado. Por isso a colheita pode ser terrível - trazendo conseqüências devastadoras - na vida de pessoas e mesmo sobre uma nação inteira. Pessoalmente podemos observar conseqüências terríveis na vida de famílias quando más sementes são lançadas: erros não confessados, impostos não pagos, rendimentos não declarados, amizades não selecionadas, envolvimento sexual ilícito, dependência de drogas... fé vacilante em constante necessidade de mudar de opinião... São tudo sementes que germinarão, brotarão e se reproduzirão. E todos sabemos que o inço, o mato, cresce mais rápido e fácil que a semente cuidadosamente deitada na cova de terra para crescer.

Por que estas sementes parasitas se reproduzem tão rapidamente? Quem as planta? Que ventos as trazem? Que poder pode impedí-las de serem espalhadas por este mundão?

Acredito que o povo do Senhor, alvo das críticas e denúncias de Oséias, também não estava satisfeito em colher desgraças. Acredito sinceramente que até procuraram se esforçar para agradar Deus, que tentaram guardar Seus mandamentos, etc, etc e etc. Uma prova disso é que construíram altares. Vários altares. Em todos locais importantes foi erigido um altar para oferecer sacrifícios pelos pecados. Mas tornaram-se altares de pecados. Caramba, parece que este ciclo de desgraças não tem mais fim.

Nossos muitos altares hoje podem ser representados pelas múltiplas atividades nas igrejas – e nós, São Mateus, não estamos isentos desta observação –, pelas inúmeras regras que são impostas para "obter-se a salvação", seguindo este ou aquele jeito de ser, repetindo estas ou aquelas palavras, reproduzindo gestos ensaiados e sem sentido. Quanto da nossa espiritualidade moderna-pós-moderna é fruto de construção de nossas próprias mãos? Quantas "cidades espirituais" temos construído, com isto tentando justificar o sentido da vida? Diz o profeta que Deus enviará fogo sobre tudo isso. Não sobrará nada!

Fatalismo! Fatalismo?

São feitas duas considerações no texto lido da origem desta colheita de podridão: não levaram em conta o ensino do Senhor, antes o consideraram algo estranho e esqueceram-se do seu Criador.

Se esta palavra é, neste momento, nosso espelho, perguntemo-nos pela imagem que este espelho esta mostrando a nós. Quais serão as conseqüências da semeadura em nossa igreja, em nossos altares?

Podemos, sinceramente, estar semeando boa semente - assim acreditamos - mas os resultados das colheitas nem sempre atestam a boa qualidade das sementes. Sinceramente acredito que diante desta palavra só nos resta a alternativa de esperar pela misericórdia de Deus e colocar sobre o Seu altar a nossa oração pedindo por perdão e orientação para agir. Temos usado este altar único da oração?

Lutero disse que assim como o ofício do alfaiate é fazer vestimentas e o ofício do sapateiro é fazer sapatos, o ofício do cristão é orar. Tenha plena convicção que a semeadura que acontece debaixo de oração, terá como resultado a boa colheita. A semente jogada sem oração, é sufocada e contaminada. Dela não pode sair boa coisa.

Oradores - a igreja precisa de oradores. Em primeiro lugar não como uma questão de número de pessoas, mas sim pessoas dispostas a esfolar o joelho intercedendo. Mas que isto também se traduza em números, como um verdadeiro exército que ora ao Senhor.

Que este incenso da oração queime sobre nossos altares. Amém.

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