domingo, 16 de setembro de 2007

Paciência ativa - vislumbrando a Luz!


Mensagem trazida no Culto de Louvor deste domingo às 19h pelo Pastor Rolf Rieck. A Banda Eureka, da Juventude Evangélica, conduziu a Comunidade reunida neste louvor.

Uma jangada com náufragos. Sobre madeiras amarradas às pressas, um punhado de pessoas tentam escapar da morte. Já são alguns dias jogados pelas ondas. Estão no fim das suas forças. Certamente alguns ainda morrerão antes de chegar algum socorro. Outros tornaram-se quase inúteis, sem condições de raciocinar ou ajudar. As lembranças do acidente eram ainda traumáticas. Mas há algo no horizonte. Um navio? Terra? Uns poucos ainda têm forças para abanar com seus braços na tentativa de que alguém lhes perceba. Ali deve haver ajuda. Ou seria uma miragem? Ou seria uma visão produzida pelo cérebro esgotado e amedrontado? Será que a sobrevivência até aqui, depois de tanta luta, teria sido em vão? Está lá a salvação?

Você de identifica com uma situação assim? Muitas vezes nos sentimos como que sobreviventes sobre um amarrado de troncos, sem saber como será o depois. São planos de vida que se rasgam em dois, nos deixando desamparados e perguntando: onde estará a solução? Onde podemos novamente pisar terra firme?

Tiago 5.7 Sede, pois, irmãos, pacientes, até à vinda do Senhor. Eis que o lavrador aguarda com paciência o precioso fruto da terra, até receber as primeiras e as últimas chuvas. 8 Sede vós também pacientes e fortalecei o vosso coração, pois a vinda do Senhor está próxima. 9 Irmãos, não vos queixeis uns dos outros, para não serdes julgados. Eis que o juiz está às portas. 10 Irmãos, tomai por modelo no sofrimento e na paciência os profetas, os quais falaram em nome do Senhor.

Quem sabe sua jangada se chame doença. Já a tempo lutamos contra algum mal em nosso corpo e não encontramos esperança de cura ou melhoras.

Sua jangada pode ser chamada de solidão. Tantas horas sem companhia, sem alguém que lhe ouça ou que lhe entenda. Filhos ocupados, netos distantes, cônjuges ausentes. 15 minutos facilmente se transformam em horas e dias em eternas desilusões.

Sua jangada pode ser chamada de luto. Feridas abertas que podem levar anos para fechar, a saudade que insiste em pressionar. Haverá um dia em que o luto e a dor da ausência vai cessar?

Nossa jangada chama-se...

Dá para contar com promessas boas, mas vazias, para a situação sem esperança que vivemos? Dá para se contentar com consolo barato?

Palavras como “Agüenta, que já vai passar...”; “Isso tudo nem é tão grave...”, “Levante a cabeça que dias melhores virão...”; “Jesus voltará logo...”.

É um oceano de ondas muito altas que, de certa forma, engolem nossas forças e fazem nossa esperança de vida esmaecer.

Nossa esperança não é uma esperança sem sentido. Nossa jangada não é um amarrado de troncos sem sentido. Nossa esperança tem preço e tem nome. Chama-se Jesus.

No mar das tristezas e das incertezas brilha este nome: Jesus. Este nome não nos deixa afundar. Neste nome está a mão de Deus, firme, salvadora. Deus dá a todas as pessoas que sofrem e esperam um sentido eterno para todas as coisas. Não estamos sozinhos na jangada. Não estamos sozinhos na jogada.

Mesmo quando as mãos não mais conseguem ser erguidas para pedir ajuda, esta esperança não deixa na mão. Aquele que está ao nosso lado sempre nos dá proteção.

Mas justamente isto não é consolo barato? Como podemos sentir essa presença de Deus?

Através de sua palavra e a comunhão proporcionada por esta palavra.

Quantas jangadas juntas, amarradas, dão segurança muito maior que apenas uma, solitária?

Por isso o exemplo da jangada nos ajuda a nos posicionar diante de Deus, a ser igreja, ser comunhão. É tempo de sermos gente lado a lado, gente que se ama, se respeita, e vive motivado pelo amor transformador de Jesus.

Não somos náufragos desesperados quando deixamos Jesus tomar nossa mão e conduzir nossas decisões.

É Jesus conosco e está em nós em todas as nossas necessidades. O que vemos no horizonte? A Sua luz! A praia não está mais longe! A terra firme está cada vez mais próxima!

Por isso, assim como o agricultor – ou assim como o náufrago – sejamos pacientes e fortaleçamos nossos corações em nosso Senhor.

AMÉM!

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